Servidores acabam greve – Publicado em 04.12.2004
Após a trégua de 48 horas dada pelos servidores da Saúde, que se mantinham em greve desde o dia 17 do mês passado, a categoria decidiu, na tarde de ontem, encerrar o movimento. A decisão foi tomada em uma assembléia realizada em clima de tensão no Hospital da Restauração (HR). Durante a votação, houve discussões entre servidores e ex-dirigentes sindicais, que quase foram expulsos do local pelos responsáveis pela administração do auditório do HR.
Com a aprovação da proposta apresentada pela Secretaria de Administração e Reforma do Estado (Sare), a categoria selou um acordo e aceitou um reajuste salarial de 11% no vencimento-base. O percentual é o mesmo que vinha sendo colocado pelo Governo desde o início das negociações com os trabalhadores.
No entanto, segundo a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos em Saúde do Estado de Pernambuco (Sindsaúde) Perpétua Rodrigues, a avaliação é de que o movimento foi positivo. “Saímos vitoriosos, pois mesmo o pouco que conseguimos já foi satisfatório”, ponderou. Por conta da decisão da assembléia, todos os serviços estaduais de saúde que estavam paralisados serão retomados imediatamente.
Além do reajuste de 11%, a categoria também conseguiu um aumento de R$ 20,00 no auxílio-alimentação, que hoje é de R$ 90,00 para diaristas e R$ 30,00 para plantonistas. Outro ponto atendido pela Sare foi o compromisso de instituir, até o próximo dia 13, uma comissão para a implantação, em um prazo de 120 dias, do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores.
O corte do ponto dos grevistas, que havia sido anunciado pelo Governo, também foi revogado. Com isso, eles devem receber integralmente os salários de novembro já com o reajuste, retroativo ao dia 1º. O aumento, que deve representar um impacto de R$ 1,1 milhão nos cofres estaduais, vai majorar os atuais salários-base dos servidores de R$ 157,09 (nível elementar), R$ 181,84 (nível médio) e R$ 488,82 (nível superior) para R$ 174,37, R$ 201,84 e R$ 542,26, respectivamente.
Fonte: Diário de Pernambuco – 05.12.2004
