UPE faz paralisação de advertência – Publicada em 02.12.2004
A espera por uma proposta do Governo também suspendeu o movimento de greve promovido pelos servidores da Universidade de Pernambuco (UPE). Anteontem, a categoria havia decretado uma paralisação de advertência de 24 horas que, por conta da decisão tomada em uma assembléia às 9h de ontem, não foi prolongada. Com o movimento, cerca de duas mil pessoas deixaram de ser atendidas na terça-feira e início da manhã de ontem, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc).
De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores da UPE, Heleno Santos, os trabalhadores, a exemplo dos grevistas da Saúde, resolveram retomar os serviços paralisados até a sexta-feira, prazo no qual eles esperam receber uma proposta por parte do Governo. Por isso, até lá a categoria deve se manter em estado de greve.
“Durante a paralisação, conseguimos interromper todo o atendimento ambulatorial e cirurgias eletivas no Hospital Oswaldo Cruz. Só mantivemos funcionando o setor de oncologia, a emergência cardiológica e a maternidade do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam)”, afirmou Santos. Ele também adiantou que hoje deve acontecer uma reunião na Secretaria de Administração e Reforma do Estado (Sare) para discutir o assunto. A assessoria de Imprensa do órgão, no entanto, não confirma a informação.
Entre as principais reivindicações dos servidores da UPE está um reajuste salarial nos moldes do que foi acordado em outubro passado com os médicos ligados ao Estado. Na ocasião, eles conseguiram, por meio da incorporação de gratificações, um aumento de 100% no salário-base.
Fonte: Diário de Pernambuco – 02.12.2004
Funcionários da UPE suspendem paralisação para negociar com Estado
Publicado em 02.12.2004
Depois da paralisação de ontem, os 1.800 servidores da Universidade de Pernambuco (UPE) seguiram o exemplo dos servidores da saúde e suspenderam o movimento para negociar com o Governo do Estado o aumento salarial. Contudo, se a conversa não for satisfatória, a categoria pode deflagrar greve por tempo indeterminado, em assembléia marcada para amanhã, às 9h30.
Segundo o presidente do Sindupe, Heleno Santos, a remuneração dos servidores necessita de acréscimo entre 20% e 30%. “Eles estão sem reajuste real há oito anos”, disse.
Nas unidades de saúde onde atuam os servidores da Universidade de Pernambuco (UPE), o Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam) e o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), pacientes dos ambulatórios tiveram de voltar para casa sem atendimento.
“Vou ter que remarcar meu exame do coração, depois de enfrentar quatro horas de viagem para chegar ao hospital”, lamentou o aposentado Francisco José dos Santos, de 67 anos, que saiu de Sanharó, a 198 quilômetros da capital, para o Hospital Oswaldo Cruz.
Fonte: Jornal do Commércio – 02.12.2004
